sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Cotidiano Normativo - Da vida e seu manual

Ninguém se coloca no nosso lugar.
A gente quer viver no automático, que é a normalidade de sempre, e a gente nem ao menos consegue sair dela em situações que demandam isso. 
Qual é a forma do normal? O que é ser humano?
Por que excluímos outras formas de ser humano? Loucos, mulheres, gays, ninfomaníacos...
Esse é um mundo perverso.


Nada dura para sempre. 
Como eu poderia usar o NUNCA ou QUALQUER DIA sabendo disso?

Ao som de Lana del Rey nunca estaremos sozinhos na noite.
Ou talvez, Smashing Pumpkins... mas isso você faz com todos.
Nada em especial.
Não há nada em que possa ser especial quando pré-posto
Nem quando se repete. 
Melhor sozinho, nada é tão original quanto cada um de nós na solidão de si mesmos.

Ou, talvez, nem isso. 




quinta-feira, 20 de março de 2014

Retirem as armas dos homens

A realidade é estranha.
A metamorfose é ambulante e lenta.
O ego é sempre mais forte.
A realidade, bela.
A estranheza, boa.
O ego, deve ser vencido.
A metamorfose é de uma realidade estranha.
A realidade estranha vence o ego.

Aceitar a metamorfose tardia e consciente é doloroso.
A realidade não se faz de entendimentos ou sentidos.
Ou vergonha ou medos.
A estranheza é consciente e eficaz.
Aceitar-se.
O estranho em seus diferentes sentidos.
A consciência é entranha, a razão também.
Aceitar a ajuda é retirar as armas das mãos dos homens.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O que somos?

Somos o que somos
Mas nesse o que somos
Não temos certeza de nada
No Brazil, somos todos metamorfos!
Como dizia e diz a música, "preferimos ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
"
E é assim, todos os dias, por medo,
Medo de nos perdermos em abismos de insegurança
Nos desfazemos, nos desconstruímos,
Todos os dias,
E nos construímos de novo em novas partes
Para novamente nos completarmos
E desconstruirmo-nos.
Eis a beleza, o sentido das cores da vida
É não fazer o menor sentido.
A gente define o azul, por que é azul?
Mas o azul é mais que isso, o que é o azul?
Ninguém se importa e a Terra continua girando.
E o que somos?
Todos nos importamos, nos definimos, e tudo faz sentido.
Mas nos esgotamos!
Reconstruímos as crianças que éramos no reboco.
Engessadas, explicáveis, não inferiores, mas em conformes.
Definidas sob limites.
E o infinito?
Todo ser humano deveria ser um.
E a incerteza?
Um boa e eterna companheira.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Remédio

Quando uma estrela deixa de brilhar no céu, encontram-se os encantos da morte.
E a morte simboliza tanta coisa.
Acreditávamos que iríamos morrer em 2012, 2013, mas estamos vivos.
Morremos, nos matamos, de beijos, de lágrimas, de amores e perdas.
São as inevitáveis luzes e seus reflexos.
Agora, temos um recomeço, uma forma repensar, não será agora que morreremos, ou será?
Embora seja tudo o mesmo, as luzes sempre refletem cores diferentes.
É imperceptível ao olhar, mas essa noite o céu era lilás.
E quantas correspondências temos em comum, que ora convergem-se, conflitam-se, desencontram-se mais que os encontros.
Aliás, nunca tivemos um encontro marcado.
A vida é cheia de surpresas, boas surpresas, e as surpresas em nosso cotidiano parecem nunca se repetir.
Pode ser a flor inesperadamente recebida, a infecção indesejada descoberta, detalhes que parecem rotinas inesperadas, surpresas! Inesperemo-as.
Gosto de surpresas, boas ou ruins, mas porque nunca é a mesma coisa.
Como também gosto da rotina, de imaginar seu sorriso, seu toque, seus beijos.
Espero pelo dia em que estaremos juntos de novo.
Eu nunca vou te esquecer, é cliché, mas, quando for a hora devemos deixar as coisas partirem.
Para que venham as surpresas, que venha a nova rotina, os novos novos dias!
Eu simplesmente te amo.


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Google - poema pós-moderno.

Google no poema.
Google num poema.
Não cabe.
Poema no google.
Poema num google.
São vários.
Mas é único.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Árvore

Árvore de olhos
Perfeita para um organismo surreal.
Com os frutos da queda, se mentes,
Produz óleos com perfumes de cores oblíquas.
Acá alma o leão e suas leoas.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Teoria Cotidiana

A divagação do certo e do errado
Argumentos a favor de opiniões
A vitória do mestre
Algemando ilusões

"Que a vida não se mede por razão"
(Leo Cavalcanti)

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