"Acho que eu e você somos dois curiosos e que acreditam nas pessoas, costumo dizer na beleza das pessoas, mas não aquela beleza física e clara, aquela beleza que desperta nossa curiosidade, e que as vezes se esconde..."
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sábado, 20 de agosto de 2011
O dia do ator
Meu palco está vazio
Como se já estivesse passado
A ultima cena do ultimo ato
Mas luzes dos olhos da platéia
Que brilham vislumbrando um futuro
Incerto
É o que me ilumina
Me colore
E cria esperanças
Às varias faces
Ora na comédia
Ora na tragédia
De um mesmo ser
Ou da maquiagem do personagem - espelho da própria luz!
É a vida
É a filosofia da vida
No palco
O ator nada mais é que um ser humano
Que pensa, observa, vive,
Empresta seu próprio corpo e ensina
O que é a vida.
O que é a vida.
O ator é o verdadeiro filósofo em cena
Num palco
Vazio
Mas cheio de verdadeiras vidas.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Meus lábios
Costumo dizer que águas passadas não movem moinhos.
Mas serei maquiavélico ao lembrar que a água se transforma em ciclos
E talvez o que se passou volta,
Transformado como numa metamorfose,
E move meus lábios num sorriso.
O mesmo sorriso de antes,
Do que já se passou e voltou,
Perdeu-se e fora reencontrado
E, agora, aqui comigo ficou.
Me trouxe de volta aquele sorriso.
O mesmo sorriso de antes,
Mesmo assim, já não é a mesma coisa.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Doces Sabores
Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
Se a cada vez que te olho é como se eu olhasse um espelho
Com tudo aquilo que mais criticam em mim
E, ainda assim, fosse tão aceitável e tão inocente
Que chega a ser absolutamente apaixonante!
Só pode ser você, sendo assim, do jeito que é,
Colorindo meus sonhos e dando-lhes até mesmo um sabor,
Um doce sabor, que lembra bala, chiclete, ou
O cheiro da loja de doces que nos conhecemos...
Ah! E a nostalgia do sabor de quando te vejo
Me deixa como quando quero aquele doce de infância:
Quero mais e mais!
Mais um pouco todo dia!
É que quero o doce sabor do sonho doce na doçura da sua presença...
♥
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Definição
Aos poucos o esquecimento tão reclamado, o afastamento tão exigido - embora não existentes - foram se concretizando. A sensação de estar sozinho é horrível. Nenhuma metáfora intimista o suficiente descreve essa triste condição, o que me prova que eu estou longe de me conhecer, longe de me definir, longe dos meus próprios limites. Talvez isso seja bom, bom para que eu nunca desista. Enfim, é isso.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
As folhas
As folhas soltaram-se ao vento depois de desgastadas e mortas.
Mas pelo vento elas foram carregadas até o meu quintal
E assim permaneceram comigo por alguns momentos.
Arrepiei-me ao lembrar de quando as via vivas na sombra da árvore,
Sentado no colo daquele por quem, como as folhas, me encantei por alguns momentos.
As folhas, vivas no meio das outras, pareciam por mim esquecidas.
Mas assim que elas vieram a mim pude notar a sua verdadeira importância.
Infelizmente, eram as mesmas folhas mas a beleza não era a mesma.
Zurziram talvez, ainda que não percebessem, quem as nutria, aproximando-as de seu fim.
As folhas, na minha frente, só tinham um destino: serem varridas da minha memória
Dolorosamente pensei que uma nova chance a elas não existiria de verdade.
Esqueci-me porém, de apagar a beleza de sua natureza morta, pois,
Sozinho, ainda as guardo e morro cada vez que lembro que, talvez, um outro olhar não exista de verdade.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Chaim
I
Até quando você vai conseguir dizer não,
E deixar transparecer essa máscara que não é você?
A quem você quer enganar?
Você só engana a você mesmo.
Até quando eu vou conseguir dizer não,
E deixar transparecer esse máscara que não sou eu?
A quem eu quero enganar?
Eu só engano a mim mesmo.
II
Eu não sei mais quem eu sou
Nem mesmo o que sou.
Qual o sentido da minha vida?
Que importância tenho nesse mundo?
Até quando você vai conseguir dizer não,
E deixar transparecer essa máscara que não é você?
Não basta ser só você
O mundo não vai te enxergar assim.
A fé é a única coisa que me resta,
Mas que também não pode me ajudar.
Estou condenado a viver este inferno.
Cortaram a minha garganta e me deixaram no escuro
Ao som das batidas do meu coração que sangrara até congelar
E agora é uma pedra, branca, com esperança de ainda assim se salvar.
III
O amor esquecera quem eu sou.
Como flashes de memória
Vejo as faces de meus amores distantes e eternos
Que na lembrança os atém
Esquecidos, porém.
Não posso ter tudo,
Somente o nada
Ou o pouco daquilo que nunca terei.
Eu nunca sei.
E por isso, por mais ninguém esperei.
IV
Perguntas se me arrependo do que que fiz
E eu direi que sim.
Viver a solidão é viver o maior dos infernos.
E o que eu fiz pra midar a minha vida?
Direi: nada.
Simplesmente porque eu não sou o culpado pelo que eu me tornei.
A culpa é a cópula
Que se perdeu em uma fábula
E perdeu todo o encantamento.
Até quando eu vou conseguir dizer não,
E deixar transparecer esse máscara que não sou eu?
A quem eu quero enganar?
Eu só engano a mim mesmo.
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