Nasci na década de noventa
Ainda estou na brilhantina dos vinte
Ainda quero salvar o mundo
Um mundo em crise
E que parece sem solução
É dois mil e quinze
Uma época de transição
Onde ladrão que rouba cidadão
Ganha mil anos de perdão
E liberdade de opressão
Quero a minha liberdade reluzente, em cores de vida
Dizem que a paleta da Pantone é a melhor
E a câmera do iPhone, com a melhor resolução
Que doce ilusão
A lira dos vinte no romantismo do século 21
Sem rima
Sem vida
Sem expressão
Um tiro, uma boma, a explosão.
Duraremos pouco, então?
Eu que via as coisas com beleza, saia sozinho, dando a mim mesmo a liberdade de ser o que sou -engraçada a sensação de poder fazer tudo quando imaginamos estar sozinhos - Tudo podia girar em torno de mim! Mas, apesar disso, sei que sou insignificante diante do olhar de uma câmera. Será deus? Eu me pergunto.
E ao contrario de o mundo ter que se movimentar até mim, eu é que tenho que me movimentar para ver, sentir, cheirar, abraçar, gritar tudo o que eu quiser! Aí eu percebo que o poder de fazer tudo o que eu quiser não esta no mundo mas esta em mim mesmo.A lição do vilão emprestada ao herói.
Eu sozinho,
Na rua
E a câmera,
Com você.
Seremos heróis ou vilões?
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